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Carta aberta aos dirigentes de clubes de futebol

  • Foto do escritor: Claiton Olog Fernandez
    Claiton Olog Fernandez
  • 23 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Hoje, quero me dirigir a você que é Conselheiro, Presidente e demais dirigentes de clube de futebol.


Possivelmente você esteja participando da gestão de um clube com cultura associativa, sem fins lucrativos.


Há muito tempo venho defendendo aos clubes um modelo de gestão profissional com foco em negócio. Acredito que a conquista de títulos se inicie fora das quatro linhas, o que requer pensar e estruturar o clube em todos os seus níveis, trabalhar com inteligência e negociar com todas as partes envolvidas. Propor, discutir e aprovar ações, inserindo-as no estatuto do clube, para que deem estabilidade na execução e sustentabilidade.


Por onde começar? Primeiramente o clube pode manter o formato associativo, sem fins lucrativos, mas, precisa revisar e atualizar o Estatuto Social, tornando parte integrante dele, após discussão e aprovação, de ações vitais tais como: 1a.) a criação de organograma estatutário, constituído pela Assembleia Geral, Conselhos Deliberativo, Consultivo, Fiscal e de Administração. A maioria desses profissionais são eleitos e/ou indicados, sem remuneração, e por terem outras atividades profissionais, não conseguem dispender tempo integral no clube. Mas, são eles que aprovam e decidem pelo clube; 2a.) a criação de organograma executivo operacional, com a contratação de profissionais de mercado para ficarem a frente das grandes áreas de apoio ao futebol: jurídico, administração, planejamento, finanças, controladoria, marketing, comunicação e patrimonial. O CEO é o executivo responsável por fazer a conexão com o Conselho de Administração; 3a.) a implementação do planejamento estratégico e orçamentário, a bússola orientadora do clube, cuja execução também é liderada pelo CEO. Enfatizo como necessário inserir todas essas ações no Estatuto Social do clube.


Quais são os impactos iminentes dessas ações? a) garantirá a cada processo sucessório do clube, seja de 2, 3 ou 4 anos, que haja continuidade da execução do modelo de gestão profissional; b) proporcionará uma gestão profissional unificada dentro e fora do campo; c) permitirá ao clube ter times de alta performance tanto nas áreas administrativas quanto no futebol, estimuladas com a implantação da meritocracia; d) possibilitará ao clube após estruturação sustentável, no futuro, migrar do atual modelo associativo para um modelo clube empresa ou S/A.


Dirigentes de clube de futebol! Tenham a certeza que uma gestão profissional com foco em negócio, fará projetar o seu clube para daqui a 3, 5, 10 anos, tornando-o atrativo, com time forte e competitivo, a conquista de títulos, o incremento de sócios torcedores, otimizando investimentos e receitas, enfim, proporcionando saúde econômico-financeira.


Comece já, faça o seu clube ser um case de gestão de sucesso, agregando valor à sua marca.


Reflita sobre isso!


 
 
 

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