Investir em Soft Skills?
- Claiton Olog Fernandez
- 7 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Um tema fascinante que tenho investido bastante meu tempo ultimamente e que ainda é muito desprezado no mercado de trabalho é a neurociência comportamental, principal responsável pela coordenação das nossas atividades diárias, voluntárias e/ou involuntárias.
Algumas empresas já têm se beneficiado com sua aplicação junto aos seus profissionais, deixando-os mais felizes, hiper criativos, com produtividade acima da média, focados nas metas e nos resultados.
Acontece que nossa mente consciente é responsável por apenas 5% de todas as atividades que desempenhamos no dia-a-dia e 95% provém da mente do subconsciente.
Onde quer que estejamos, cada vez mais, é preciso ter uma mente bem treinada, saudável, ativa e produtiva. Através da automotivação, da empatia, da gentileza, cultivar um cérebro repleto de ideais positivos. O diamante-pessoa precisa lapidação constante.
A neurociência comportamental aponta que estamos cercados de pessoas com pensamento lógico, mas, sem inteligência suficiente para expressar suas idéias com começo-meio-fim; de pessoas excepcionais em filosofar, com embasamento teórico brilhante, no entanto, sem inteligência capaz de transformar tudo isso em valor. Conclui-se que, a maioria das pessoas domina determinadas áreas do conhecimento, mas, são limitadas em outras.
É possível desenvolver a Inteligência? Sim, é possível. A neurociência aponta que a inteligência é resultado de dois fatores: genética e experiência de cada um. O raciocínio lógico e o talento para a música, por exemplo, sofrem maior influência da genética. Mas, no geral, tudo indica que os genes e o ambiente contribuam em igual proporção na formação da inteligência humana.
É importante considerar que a vida da pessoa até os 25 anos é a que causa mais impacto ao cérebro, podendo até adquirir mais sabedoria após isso, mas, não se tornando mais inteligente. Por isso, quanto mais idade avançada, mais dificuldades a pessoa terá para mudar seu perfil de inteligência.
Observo que nas empresas sempre tem algum profissional brilhante, com talento fora do comum, superespecialista, mas, que, no entanto, em algum momento começa a ficar acomodado, sem ambição para crescer. Ironicamente, além de não deixar nenhuma marca na empresa, esse tipo de profissional não é capaz sequer de exercer um cargo de liderança.
As empresas ainda contratam pelo currículo e demitem pelo comportamento. Será que não chegou a hora de investirem em Soft Skills?
Reflita sobre isso!



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