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O apagão de lideranças

  • Foto do escritor: Claiton Olog Fernandez
    Claiton Olog Fernandez
  • 23 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

De tempos em tempos, em particular nos momentos de crises, o chamado "apagão" das lideranças fica evidente nos diferentes segmentos de atuação: corporativo, esportivo, político, entidades filantrópicas, dentre outros.


Segundo dados do IBGE, 75,8% do PIB é composto pelo setor de serviços (privados e públicos), o que concentra uma maior necessidade de líderes e profissionais, em contrapartida aos setores industrial, comercial e agropecuário, onde prevalecem a tecnologia ou as atividades manuais.


Somos um País jovem e identificar potenciais líderes, desenvolvê-los, prepará-los, oferecer suporte emocional e orientação profissional, requer tempo, dedicação, priorização e foco. Urge que os diversos segmentos assumam maiores riscos, uma vez que, a demanda de líderes e profissionais qualificados é muito superior à oferta.


O que ainda se vê, no entanto, são chefes, comandantes, dirigentes ocupando cargos importantes na iniciativa privada e no serviço público, muitos deles rotulados líderes, na verdade, são meros controladores e manipuladores de pessoas com o emprego do poder e da coerção.


Os líderes são a espinha dorsal que cria solidez e dá sustentação à base de qualquer estrutura. Sem alguém que indique o rumo às pessoas, elas serão meros barcos à deriva e não saberão para onde ir e onde irão chegar.


De outra parte, é o líder que toma as decisões em equipe, mostra o caminho a seguir, propõe soluções, propicia um clima saudável para melhorar as pessoas que estão junto dele. No entanto, é também ele que afunda uma equipe, que mantém incompetentes ao seu lado, que empurra com a barriga os problemas, que manipula resultados, que muitas vezes nega a realidade e põe em risco projetos pela precipitação.


As habilidades mais prementes a serem adquiridas pelos líderes são a flexibilidade para lidar com situações novas, o equilíbrio para enfrentar pressões, a visão ampla para tomada de decisões e principalmente, aprender a exercer uma efetiva gestão de pessoas, isto é, entender e saber lidar com gente.


Procuram-se maestros que saibam dirigir a orquestra, orientar, treinar, conduzir, aprimorar, ajustar, afinar os músicos, até que todos saibam tocar a sinfonia com excelência.


Reflita sobre isso!


 
 
 

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